domingo, 14 de janeiro de 2018

Petiscos - Cidadezinha qualquer


Em favor dos estudantes de Letras eu sempre amei minhas aulas de português. Lá pela quinta série minha irmã teve que decorar o soneto de Mário Quintana, Cidadezinha cheia de graça. Foram tantas as declamações que eu decorei também. Chegou minha vez, na sala da mesma professora, dois anos depois, e quando ela pediu para ler eu simplesmente declamei quase que fazendo gestos. Ela amou! Vantagens de ser a mais nova.

Ainda hoje penso numa cidade pequena, cheia de graça e encanto. Um pequeno olhar guarda a cidade toda. Há tantas por aí que um poema é pouco para descrever. Ainda me vejo sentindo como o poeta querendo morar numa cidade tão pequena e acolhedora. Um lugar em que não haveria violência e os animais poderiam passear a vontade. O ponto de encontro seria a de igrejinha de uma torre só. Ah quem me dera viver por lá!

Depois de algum anos, em pleno Natal, minha irmã e eu relembramos esse poema. Meus sobrinhos acharam lindo e ela mandou eles decorarem..., claro que não tomamos deles depois, mas certamente eles tiveram contato com uma cidadezinha cheia de graça.

Virgínia Pellegrinelli 
14/01/2018

sábado, 13 de janeiro de 2018

Petiscos - O primeiro desenho


O primeiro desenho a gente nunca esquece! Eu nunca fui de muitas artes para o negócio. Porém pequenininha eu aprendi a fazer uma casinha e um fusca. No caso, a casa era a que eu mais gostava. Sei lá o porquê, talvez fosse porque colorir era a minha praia e aí eu podia fazer flores na frente e colorir com várias cores.

Uma vez no jardim de infância, a querida “tia” teve a brilhante ideia de pedir que dois alunos, por dia, desenhassem no quadro negro. A minha vez foi com um colega que era praticamente um Picasso. Não é que o cidadãozinho desenhou uma mansão dos sonhos de todos os pirralhos da sala? E eu, na minha humilde casinha escutando meus colegas amados falando “ela não sabe desenhar, imitou ele”.

Não me lembro de minha reação, ou da professora, ou mesmo do pequeno gênio ao meu lado, eu só sei que tive um bloqueio no quesito desenho que nenhum psicológico poderia me fazer aumentar a casinha que até hoje é minha maior criação na arte do papel e lápis.

Ah se na época tivesse o tal bullying, aí sim eu teria explicação para o meu bloqueio artístico!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dumplin - Julie Murphy - Editora Valentina


Ingredientes:

1- Concurso de Miss;
2- Estereótipos;
3- Desencontros amorosos;
4- Realizações.

Modo de fazer:

Willowdean Dickson (apilidada de Dumplin pela mãe, uma ex Miss) convive bem com o corpo gordinho dela, por assim dizer. Inspirada pela memória de sua falecida tia Lucy e, claro, por Dolly Parton, decide num ímpeto participar do famoso Concurso Miss Jovem Flor do Texas. Inspiraras nela, um grupo nada convencional de adolescentes se inscrevem no Concurso e transformam uma competição de beleza em provação de valores.

Eu amei esse livro. Dumplin nos emociona a cada página com o seu ser, caráter, humildade e, acima de tudo, sua vontade de ser exatamente quem ela é. Além de romance, com direito a triângulo amoroso, amizades abaladas, empregos que pagam razoavelmente bem, o tema bullying se torna apenas mais um detalhe em sua vida.

É um livro para ler em poucas horas de tão bom que é! As falas e algumas cenas ficam marcadas para sempre em nossa memória. Acredito que depois dessa nossa nova “heroína” algumas misses repensarão o que realmente importa na beleza humana.

Recomendado! Aprovado! E ah, se eu pudesse, daria um monte de Spoilers porque é impossível ler e apenas colocar um ponto final. Dá vontade de reler várias passagens e certamente reviver emoções como se estivesse tendo contato pela primeira vez.

Sobremesa - A matter of faith


Ingredientes:

1 - Evolucionismo X Criacionismo;
2 - Ciência X Igreja;
3 - Debate.

Modo de Fazer:

Rachel é uma cristã que inicia as aulas numa faculdade e tem sua fé abalada pelas aulas do professor Kaman, que leciona biologia. Ele ensina a teoria do evolucionismo e argumenta contra a fé cristã. O pai de Rachel, Sr. Witaker, vai de encontro a suas opiniões e ambos se envolvem num debate a respeito do tema, em pleno campus.

Eu gostei muito do filme que me lembrou o Deus não está morto.  A relação pai/filha/igreja e o envolvimento com os colegas são bem construídos. Em algumas partes eu realmente me emocionei. Apesar de não termos muitas surpresas, o filme é um pouco previsível, mas a gente consegue ser tocado. O debate final é muito rico nas ideias de ambas as partes e realmente eu acredito que muitos professores de biologia por aí deveriam ver.

Muito bom o filme! Recomendadíssimo.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Petiscos - Passarinho verde



“Eu vi um passarinho verde”. Momento aquele que diz que você está feliz e que gostaria de se sentar nas nuvens e bater os pezinhos. As pessoas notam que está sorrindo a toa e que nada pode te tirar o foco.

No entanto, há os passarinhos fofoqueiros. Aqueles que te contam um segredo e quando é revelado e todo mundo se assusta que você sabe é só soltar “um passarinho me contou”. Se eu eu quero florear coloco cor, às vezes azul ou verde, mas nunca revelando a pobre alma que falou mais que necessário.

Entre voos e adejares, os passarinho estão aí. Resta-nos enxergá-los e escutá-los. Distraindo dos problemas de nós mesmos e encarando os mágicos minutos sorridentes em que podemos ser um pouco distraídos para aguentar a dureza da vida.

Virgínia Pellegrinelli 
07/01/2018

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Petiscos - Momento pânico!


Janeiro é sinal de férias para muitas pessoas mas faço questão de trabalhar nessa época. Trânsito melhor, menos movimento e tudo parece que rende mais. Engraçado olhar as redes sociais e ver retratos de pessoas na praia, inclusive com alguns “barquinhos a navegar”. Sinto saudades nenhuma de alguns momentos de pânico.

Já precisei fazer travessias de barco em algumas viagens. O subir e descer das águas continuam mesmo em terra firme. Certas vezes precisei passar de um barco para o outro, mesmo sabendo que dava pé para mim, o simples respingar das águas me paralisava. 

Porém o pior de todos foi, em alto mar, com salva-vidas, usando um par de snoker, tentando ver o máximo possível, no meu mini mexer, o fundo do mar. Lindo, por sinal! No entanto, acompanhando uma irmã quase sereia, de repente, me vejo bem longe do ondulante barco. Um pânico simplesmente tomou conta. Em minha limitada razão estaria eu sem terra firme pelo resto da minha vida, morrendo sabe-se lá como, mesmo com bóia e um óculos para ver as belezas lá em baixo...

Minha irmã simplesmente me carregou de volta. Em cima do ondulante barco olhando a praia nada me fez ter tanto medo na vida. Por isso digo, vale as fotos, mas me deixem em terra firme!

Virgínia Pellegrinelli 
04/01/2018

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Sobremesa - Red Tent


Ingredientes:

1- Filha de Jacó;
2- Tenda das mulheres;
3- Siquém e Egito;
4- Perdão.

Modos de fazer:

Dinah foi a única filha (pelo menos mencionada na Bíblia) de Jacó. Esse filme é narrado por ela retratando sua criação pelas quatro esposas de Jacó: Lia, Raquel, Bila e Zilpa. Dinah se apaixona pelo príncipe de Siquém com quem tem um relacionamento. O rei comunica às pessoas do acampamento o casamento deles, quando Simeão e Levi lideram uma vingança à terra de Siquém. Após um grande massacre, a Bíblia termina o relato da filha do grande líder.

Porém o filme continua com Dinah grávida e indo para o Egito. Entre encontros e desencontros conhece um carpinteiro com quem se casa. Seu filho termina sendo empregado de José (governador do Egito) e assim ela tem a chance de voltar e pedir perdão ao pai.

A história de José é uma das minhas favoritas da Bíblia e vê-la como pano de fundo para uma história que foi apenas baseada nas Escrituras não foi uma boa ideia. Realmente algumas passagens me deixaram chateada. Por exemplo, quando os irmãos vendem José nem poço teve. A culpa foi toda de Simeão e Levi, como se os outros irmãos não tivessem participado. No final Jacó ainda está com a família em um acampamento e não foi José quem fechou seus olhos.

A ideia foi até interessante, porém algumas passagens, já que não seriam retratadas como está escrito, poderiam apenas chegar como notícia para a narradora. Uma vez que Dinah se mostra, pelo menos na tela, uma mulher determinada, teimosa, forte e uma exímia parteira, era de se esperar um pouco mais de respeito pela história bíblica.

Achei váido assistir mas confesso que fui até o final por curiosidade. Também os perdões trabalhados poderiam ter sido mais explorados. A mensagem ficou mas não foi nada que tirasse o fôlego.

Enfim, 2018 começou e teremos muito mais por aí!